"Era de madrugada quando eu ouvi o toque de alvorada...
Ogum iara com sua espada na mão...
Seu sete ondas,  beira mar, ogum megê, ogum rompe mato, ogum iara, ogum matinata,  ogum...
Meu pai ogum com sua espada na mão,
Para nos defender de todos os nossos conflitos...
Ao longe já se via um batalhão,
Era seus filhos na umbanda cantando este refrão:
Ogum! Ogum! Vem abrir nossos caminhos... Venha pra nos proteger.
Ogunhê  patacuri".

Ogum: divindade masculina iorubá, bastante cultuado no brasil, especialmente por ser associado à luta,  à conquista. É  o orixá que está mais próximo dos seres humanos. O guerreiro sempre foi a figura mítica do deus mais invocada, já que é sua função realizar no astral as guerras que os seres humanos não conseguem travar ou vencer  na sua luta cotidiana. Ogum, orixá da guerra, do ferro e do metal. Ferreiro por profissão, a ponto de ser o patrono da agricultura, pois sempre fez as ferramentas para as lidas com a terra; é  também o orixá que venceu muitas batalhas por amor. Ogum será sempre nosso defensor e está sempre disposto a nos ajudar e a defender uma justa causa.

Cor a ser mentalizada: vermelho

O que ser mentalizado: as campinas, estradas de terra e de ferro.

Elemento: água, terra, fogo e ar

Cântico: vibrantes, fortes, pedindo a ogum força e coragem para vencer suas guerras interiores.

Quando ogum foi para a guerra
Ele mandou ora, ora
Quando ogum venceu a guerra
Ele mandou ora, ora
Ora, ora, ora, ora é vencer (bis)

Guias: as guias de ogum são vermelhas de cristal. Em nossa casa branca padronizamos a guia de cristal nº 8. São feitas em múltiplos de 7 de forma a contornar o plexo solar. Esta guia só pode ser usada pelos médiuns que se afinam de uma forma incomum com esta energia, após entendimento e conversa com os zeladores, e deve nascer após a quinta obrigação: (os dois orixás), que é dada pelos zeladores da casa e sob sua responsabilidade.

Características de seus filhos: pelas próprias características deste orixá, vemos que seus filhos são sempre pessoas valentes, destemidas, em busca de novos objetivos, corajosos. Os filhos de ogum são muito mais paixão do que razão.

Dia em que se comemora ogum: 23 de abril. (de acordo com o calendário oficial de umbanda).

Dia da semana: terça-feira

O que pedir a este orixá: força nas demandas, nas guerras interiores, nas batalhas do dia a dia.

Flores: rosas vermelhas, cravos vermelhos, palmas vermelhas, crista de galo, espada de ogum.

Frutas: manga espada, cajá, coco, cajarana, cajá-mirim.

Ervas: espada de ogum, taioba, mangueira, dracena, jambo amarelo, jambo vermelho, losna, vassourinha de relógio, palmeira do dendezeiro, cajazeira, açoita cavalo, aroeira, dracena vermelha, carqueja, eucalipto, agrião, etc.

Bebidas: cerveja branca, vinho seco ou rascante, vinho de palma, sumo de suas próprias ervas e  frutos.

Mineral: ferro

Saudação: "pata kori ogum! Ogunhê! "
Importante, supremo. Ogum sobreviveu forte

Oferendas: todas as vezes que os zeladores ou direção espiritual da casa perceberem a necessidade de um filho fazer uma oferenda para um orixá, lhe será dado o pedido e marcado o dia a ser feito.

Pontos

 

Ogum olha sua bandeira
É  verde, é branca, é incarnada
Ogum nos campos de batalha
Ele venceu a guerra
E  não perdeu soldados.

 

Ogum, que abalou as estrelas
Que abalou as areias
E as ondas do mar, ogum (bis)
Ogum, a hora é boa
Abra meus caminhos
Gira este congá, ogum (bis)
Oh, que céu tão estrelado
Oh, que noite tão formosa (bis)
Carruagem tão bonita
Carruagem tão bonita
Que ogum ganhou (bis)

Que cavaleiro é aquele
Que vem cavalgando pelo céu azul
É  seu ogum matinata
Que é defensor do cruzeiro do sul.
Rê, rê, rê
Rê, rê, rá
Rê, rê rê, seu cangira
Pisa na umbanda (bis)

Seu ogum baira mar
O que trouxe do mar (bis)
Quando ele vem,
Beirando a areia,
Vem trazendo no braço direito
O rosário da mãe sereia.